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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Estados Unidos fornecerá ao Iraque, Tanques M1A1 ABRAMS



tradução: Comandante Melk

Os Estados Unidos começarão em breve a entrega de 140 tanques M1A1 Abrams para o exército iraquiano para reforçar o potencial militar do país. O primeiro lote de tanques e carretas blindadas produzidos na cidade de Lima, Ohio, será enviado ao Iraque em agosto próximo, e o restante de 129 tanques e sete carretas, até dezembro de 2011. O fornecimento destes tanques marca uma etapa importante no início da formação do potencial da Defesa do Iraque, disse o vice-comandante-em-chefe do Exércto americano tenente-general Michael Barbero.

O general disse que um Iraque seguro que disponha de um poder militar suficiente para defender sua soberania vão garantir a segurança na região. A entrega dos equipamentos, destinados a 9ª Divisão Mecanizada iraquiana, terá lugar no acampamento de treinamento de Besmaya. Os militares dos Estados Unidos que desde 2009 estão preparando tecnicos para trabalharem nos tanques M1A1 Abrams, já treinaram cerca de 65 militares iraquianos.

O fornecimento será feito no âmbito do programa de vendas militares estrangeiras(FMS), acordado com os Estados Unidos. Segundo observadores internacionais, o nível de violência no Iraque caiu recentemente em relação aos anos de 2006 e 2007, um período de fortes conflitos religiosos, no entanto, a tensão cresceu nos últimos meses após as eleições parlamentares no país.

Fonte: Espejo Aeronáutico

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Colômbia fecha acordo para comprar 39 M1117



A Textron Marine and Land Systems de Nova Orleans recebeu um contrato de 20,9 milhões de dólares para fornecer 39 veículos sobre rodas 4×4 M1117 ICV para a Colômbia. No entanto, este valor é parcial, pois o Pentágono informou que o contrato global é de 45,6 milhões de dólares.

A versão ICV do M1117, que possui um chassi mais alongado, não é exatamente um ATC (Armored Troop Carrier), mas permite que o mesmo possa transportar cerca de oito combatentes. O M117 ICV está em uma categoria entre o Humvee blindado (4X4) e o Piranha III (8X8), sendo mais pesado que o primeiro e mais leve que o segundo. O valor do veículo também está em uma faixa intermediária de preço e, dependendo do equipamento, pode custar um milhão de dólares a unidade.

A Colômbia possui diversos BTR-80 e EE-11 Urutu que poderiam ser substituídos pelos M1117 ICV. No entanto, existem informações que dão conta de que a Colômbia estaria negociando a fabricação local do BTR-80 com a Rússia.

Bulgária, EUA e Iraque já possuem versões do M1117. A Colômbia seria o quarto cliente.

FOTO: Military today

Fonte: Forte/Poder terrestre

Engesa EE-T1 Osório



No início da década de 1980 a Brasil possuía duas empresas fortemente consolidadas na área de veículos militares: a Bernardini S.A. Indústria e Comércio e a Engesa Engenheiros Especializados S.A.

A Bernardini havia se especializado no repotenciamento e modernização de velhos carros de combate M-3A1 “Stuart” e M-41 Bulldog. Já a Engesa tornara-se uma conhecida fabricante de veículos militares sobre rodas. Ambas as empresas resolveram partir, independentemente, para o desenvolvimento de um carro de combate (“tanque”).

A Bernardini saiu na frente e optou por um veículo mais leve, na categoria “carro de combate médio”, com sistemas mais simples e dentro das especificações do Exército Brasileiro (EB). Já a Engesa tinha como principal alvo o mercado externo, principalmente aquele onde reinavam os MBT (Main Battle Tank).

As necessidades sauditas

A partir de 1972, a Arábia Saudita começou a receber sucessivos lotes de carros de combate AMX-30, fabricados na França. Em pouco tempo, o AMX-30 tornou-se o principal carro de combate do Exército Saudita.



O AMX-30 era um carro de combate de manutenção simples e custos baixos, quando comparado a outros veículos da mesma classe como, por exemplo, o Leopard 1 alemão.

Acontece que, ao longo da década de 1970, uma nova geração de MBT surgiu e muitos destes veículos novos começaram a entrar em atividade em países vizinhos ou próximos. Era o caso dos T-72 no Iraque e dos Merkava em Israel. Quando comparado a esses veículos, o AMX-30 possuía blindagem e poder de fogo inferiores. A Arábia Saudita temia perder a supremacia regional que havia adquirido (ver gráfico abaixo).

Dois AMX-30 franceses no deserto. O AMX-30 era o principal carro de combate da Arábia Saudita até o fim da década de 1980 (FOTO: US Army)
A Revolução Islâmica no Irã em 1979, e o início da Guerra Irã-Iraque em 1980, pressionaram a Arábia Saudita a incrementar seus gastos com defesa. Nesta época o reino saudita possuía perto de 450 carros de combate, quase todos do modelo AMX-30. Num primeiro momento a Arábia Saudita não pretendia substitui-los, mas sim complementá-los com um modelo de carro de combate mais moderno e equivalente ou superior aos existentes nos países próximos. No futuro, o novo carro de combate deveria também substituir o AMX-30.

Uma oportunidade para a Engesa

Executivos da Engesa, que já naquela época tinham bons relacionamentos com vários países árabes, viram na concorrência saudita uma oportunidade de ingressar no nicho dos carros de combate.

A ausência de experiência na área de veículos sobre lagartas e o comprometimento da equipe de projetos da Engesa com outros programas acabou levando a companhia a buscar uma parceria no exterior.



Contatos foram feitos com a Thyssen-Henschel, empresa alemã com larga experiência em blindados. A Thyssen-Henschel apresentou uma proposta com base em um carro denominado “Leopard 3” que era simplesmente uma derivação do TAM (Tanque Argentino Mediano).

Apesar do TAM argentino ser um blindado com excelentes qualidades, ele não era páreo para os MBT que participariam da concorrência na Arábia Saudita (FOTO: Wikipedia)
O TAM era um carro de combate adaptado, desenvolvido a partir do chassi do veículo de combate de infantaria Marder. O “Leopard 3” não teria a menor chance contra os principais carros de combate existentes no ocidente e que, por ventura, participassem da concorrência saudita. Portanto, a Engesa descartou qualquer associação com a Thyssen-Henschel.

Uma outra oportunidade, vinda da Alemanha, também surgiu na mesma época. A Porshe, tradicional projetista alemã de carros de combate, abriu negociações com a Engesa e aceitou desenvolver um veículo em conjunto, obedecendo aos parâmetros definidos pelos brasileiros. Porém, pouco tempo depois, o governo alemão desautorizou a Porshe a participar do projeto.

Entendimentos com a empresa sul-africana ARMSCOR também foram feitos. A Engesa estava especialmente interessada na produção da blindagem composta desenvolvida por aquela empresa. Mas, em função dos problemas políticos enfrentados pelo país africano devido à sua política de segregação racial, não houve uma aproximação maior.

Depois de algumas tentativas mal sucedidas na busca por um parceiro estrangeiro, a Engesa decidiu projetar por conta própria um carro de combate focado no mercado externo.

Desenvolvimento do Projeto



Para conquistar parte do mercado externo de carros de combate de primeira linha, a Engesa não poderia adotar rigorosamente os parâmetros estabelecidos pelo Exército Brasileiro. Um dos itens mais críticos dizia respeito ao limite do peso. Segundo o OBO (Objetivos Básicos Operacionais), o peso máximo não deveria superar 36 toneladas. Em relação às dimensões, as premissas do EB apontavam um limite de 3,20 metros de largura.

Maquete do Osório feita antes do primeiro protótipo ficar pronto. Grosso modo, as linhas básicas do projeto se mantiveram (FOTO: ENGESA)
Numa rápida comparação com os principais MBT do início da década de 1980 fica claro que esse limite estava muito aquém do desejado. Não era possível atender, ao mesmo tempo, os requisitos do Exército Brasileiro e competir com os principais carros de combate.

Ficou acordado com o EB que dois engenheiros militares do CTEx (Centro Tecnológico do Exército) acompanhariam o projeto do MBT brasileiro, uma vez que o carro da Engesa necessitava do aval do Exército para ser vendido.

O projeto do carro de combate da Engesa começou a tomar forma no segundo semestre de 1983. No início, três engenheiros foram incumbidos de desenvolver o projeto. Ele recebeu a designação EE-T1 e o nome “Osório”, uma justa homenagem ao Marechal Manoel Luis Osório, patrono da Cavalaria do Exército Brasileiro. Porém o nome “Caxias” (patrono do Exército Brasileiro) também foi cogitado, mas os clientes estrageiros da Engesa teriam dificuldade em pronunciá-lo.

Imagem capturada da tela de um computador mostrando o projeto do Osório em CAD 3D (FOTO: ENGESA)
Ao contrário dos veículos anteriormente projetados, o futuro carro de combate da Engesa nasceu com o auxílio computacional de softwares tipo CAD/CAM (Computer-Assisted Design/Computer-Assisted Manufacturing), uma verdadeira revolução naquela época. De certa forma o emprego de softwares na fase de desenvolvimento ajudou a empresa brasileira a projetar o carro em curto tempo, uma vez que a própria empresa havia fixado o prazo de um ano para a conclusão do protótipo.



O desenho geral do EE-T1 era bastante convencional, obedecendo ao padrão dos principais MBT de sua época, com o motor e a transmissão na parte posterior do carro, uma tripulação composta por quatro elementos. A tripulação era separada do conjunto motor/transmissão por uma parede “corta fogo” e estrutural, com isolamento térmico-acústico.

Fonte: Forte/Força terrestre

GD modernizará 140 M1A1 do Iraque





A General Dynamics modernizará 140 carros de combate M1A1 Abrams do Iraque para o padrão M1A1 SA (Situational Awareness). O contrato foi aprovado pelo ” U.S. Army Tank and Automotive Command” e está avaliado em 14 milhões de dólares.

O padrão SA inclui um FLIR (forward-looking infrared) de segunda geração, um kit de melhorias para combate urbano denominado TUSK (Tank Urban Survivability Kit), visão termal para o motorista, revitalização do sistema propulsor e instalação de um sistema de filtros tipo pulse-jet.

Os trabalhos ocorrerão nos EUA e a previsão é de que os mesmos estejam concluídos em maio de 2011.

MPCV faz teste contra ameaças aéreas em ataque de saturação




A MBDA informou que realizou um teste bem sucedido com a versão de defesa antiaérea do MPCV (Multi Purpose Combat Vehicle – Veículo de Combate Multipropósito), disparando mísseis Mistral 2 contra um ataque aéreo de saturação, considerado o mais difícil dos cenários de ameaças aéreas.



O teste, segundo a MBDA, foi realizado no dia 7 de junho. O cenário foi montado para avaliar as capacidades do sistema de engajar e interceptar dois diferentes alvos aéreos em aproximação simultânea, vindos de diferentes direções, simulando um ataque de saturação realizado por aeronaves inimigas. Estava presente ao teste, realizado no campo de provas de Biscarosse (Sudoeste da França) uma delegação com representantes da América do Sul, Oriente Médio e Europa, além da DGA francesa (Direction Generale de l’Armement – Direção Geral de Armamento).



Os alvos foram dois drones Banshee, voando a baixa altitude. Segundo a empresa, os alvos foram detectados e acompanhados com sucesso pelo controle de fogo infravermelho do MPCV, e dois mísseis Mistral 2 foram disparados, destruindo-os. A primeira interceptação foi realizada a 4.100 metros, e a segunda a 2.500 metros. Com esse teste da capacidade de disparo em salvas do sistema, a validação da versão de defesa aérea do MPCV foi completada.

Em março, a MBDA já havia informado que estava em processo de congelar a configuração final do MPCV, a última fase da preparação para sua produção em série. Dois disparos de mísseis Mistral, realizados no final de 2009, validaram a configuração do sistema. Paralelamente à preparação para a produção, a MBDA estava finalizando o desenvolvimento das várias funções do software do MPCV, especialmente sua integração a uma rede de comando e controle (C2) via MCP (Mistral Coordination Post), também desenvolvida e produzida pela empresa.

A MBDA lançou o desenvolvimento do MPCV em 2006, baseado no veículo blindado para todo terreno Sherpa 3A, produzido pela Renault Trucks Defense, assim como em comunicações VHF PR4G-F@stnet da Thales Communications. A empresa afirma que, paralelamente a esses desenvolvimentos, trabalha ativamente para adaptar o MPCV para atender a necessidades específicas de diversos clientes de exportação.


O veículo é equipado com uma torreta multipropósito, que em sua versão inicial é equipada com um lançador de quatro mísseis Mistral prontos para disparo (uma recarga de quatro mísseis é acondicionada no veículo). A torreta é equipada com um EOSS (Electro-Optic Surveillance Sensor – Sensor Eletro-óptico de vigilância) que permite vigilância, detecção e acompanhamento passivos dos alvos, mesmo com o veículo em movimento. Também está instalada, na torreta, uma metralhadora para defesa.

A torreta pode ser controlada remotamente, a uma distância de até 50 metros, permitindo que a guarnição opere o sistema a partir de posições protegidas ou especialmente preparadas.



FONTE / FOTOS: MBDA

Exército dos EUA testa tecnologia de células de combustível no Abrams




O Exército dos EUA (U.S. Army) informou, em 17 de junho, que está testando tecnologia de célula de combustível para uma unidade auxiliar de geração de energia (APU) para o carro de combate M-1 Abrams. Essa APU deverá converter o combustível JP8 (diesel) em hidrogêneo e assim gerar eletricidade por meio de uma célula de combustível (que realiza uma reação química para quebrar o átomo de hidrogênio e gerar corrente elétrica).

Com a energia gerada por essa APU, tanto o Abrams quanto outros veículos de combate poderão acomodar mais equipamentos que necessitam de eletricidade, como computadores, tecnologias de comando em batalha, sensores e eletrônicos diversos. Os testes até agora foram realizados em laboratório, embora o protótipo da APU esteja sendo projetado para equipar o Abrams. Assim que os testes de laboratórios sejam concluídos com sucesso, o protótipo deverá ser testado em um veículo.

FONTE / FOTO (dois M-1 Abrams do 1º Batalhão do 5º Regimento de Cavalaria do Exército dos EUA, no distrito de Al Doura – Bagdá): U. S. Army

Tiro técnico com ‘Leopard’

Santa Maria (RS) – O Parque Regional de Manutenção/3 realizou na semana de 24 a 28 de maio de 2010 o tiro técnico da VBC CC LEOPARD 1 A5 BR, no Campo de Instrução Barão de São Borja (CIBSB), localizado em Rosário do Sul/RS com a Munição 105 mm TK SK 389 GF APDS-T e a finalidade é testar o sistema de tiro através dos alvos de ajustagem (colimação e calibragem do laser) e finalizar o recebimento da VBC CC LEOPARD 1 A5 BR.